A iniciativa de tentar tornar o acesso à educação privada um pouco mais excludente foi da Confederação Nacional dos Estabelecimentos de Ensino (CONFENEN), que lançará o Cadastro de Informações dos Estudantes Brasileiros (CINEB), um sistema de consulta de crédito no qual constará nome dos pais e alunos inadimplentes e poderá ser acessado por todas as instituições de ensino privadas do país.Aproximadamente 700 estabelecimentos de educação já aderiram ao projeto. Para participar, é preciso que a escola ou faculdade se cadastre e pague uma mensalidade que varia de acordo com o pacote de informações solicitadas. Ou seja, vende-se exclusão.
Segundo Fernando Vidal Ferreira, presidente da Check-Check – empresa que desenvolveu o sistema – a escola particular é uma empresa como qualquer outra e por isso a questão da inadimplência precisa ser combatida. A justificativa dada pelo CONFENEN é de que o sistema servirá para proteger as Instituições de Ensino dos alunos e pais “caloteiros”.
Que órgão nos protegerá dos preços abusivos das mensalidades regidos pela ganância dos “tubarões da educação”? Quem nos defenderá dos empresários que tratam o ensino como mais um produto na prateleira a ser mercantilizado desprezando-se a qualidade da educação e seu acesso às classes pobres?
Para o diretor-executivo do PROCON, Roberto Pfeifer, a prática do cadastro de inadimplentes é abusiva porque não se pode tratar a educação como uma mercadoria qualquer. “Ter acesso a educação é algo diferente de você comprar uma roupa no shopping”, disse Roberto.
EDUCAÇÃO NÃO É MERCADORIA! INADIMPLÊNCIA NÃO É CRIME!






