quarta-feira, 19 de agosto de 2009

"Ô Lula, eu sei! A sua trupe é o Collor e o Sarney!"

BH DÁ SEU RECADO AO CORONEL
No último sábado (15), Belo Horizonte foi uma das cidades que manifestou sua insatisfação com a política nacional aderindo ao movimento "FORA SARNEY". Os protestos pela queda do presidente-coronel do senado já alcançaram as principais capitais brasileiras como Brasília, Rio de Janeiro e São Paulo.

Organizado basicamente pela internet por meio de sites de relacionamento como Twitter e Orkut, a manifestação na capital mineira reuniu cerca de 100 ativistas de diversos setores dos movimentos sociais e estudantis.

A Assembléia Nacional dos Estudantes - Livre participou do protesto incorporada por dirigentes do D.A. Ação Integrada, do Grêmio Estudantil do CEFET e do DCE da UFMG.

Veja abaixo alguns vídeos de como foi a manifestação:



segunda-feira, 3 de agosto de 2009

quinta-feira, 30 de julho de 2009

O Movimento Estudantil nacional faz história

Nasce a Assembleia Nacional de Estudantes - LIVRE (ANEL)

Texto: Ricardo Malagoli | Fotos: Kelly de Castro


Momento em que os mais de 2 mil estudantes presentes aprovaram a criação da ANEL.

Nada será como antes com a Assembléia Nacional dos Estudantes! Foi gritando essas palavras de ordem que às 11h30 da manhã do dia 14 de junho, nas dependências da faculdade de Educação Física da Universidade Federal do Rio de Janeiro, se fundou uma nova entidade estudantil alternativa à UNE (União Nacional dos Estudantes). Esta entidade recebeu o nome de Assembléia Nacional dos Estudantes – Livre! (ANEL).


Esse histórico fato ocorreu durante o Congresso Nacional de Estudantes (CNE), evento o qual o Diretório Acadêmico de Comunicação Social da Newton Paiva ajudou a construir e participou ativamente, levando quatro estudantes da faculdade como delegados e um recém-formado como observador. Entre os mais de dois mil participantes do congresso, foram inscritos 1.350 delegados eleitos em universidades e escolas secundaristas de todas as regiões do país, além de 419 observadores e 199 pessoas como colaboradores, convidados e palestrantes. Estes números consolidaram o CNE como o maior fórum estudantil de âmbito nacional já realizado por fora da União Nacional dos Estudantes (UNE).


O CNE teve a participação, entre outros convidados, do intelectual Paulo de Tarso Venceslau, um dos organizadores do congresso da UNE de 1968 que terminou com a prisão de 800 estudantes pela ditadura em Ibiúna, interior de Minas Gerais. Venceslau fez questão de manifestar seu apoio à iniciativa do congresso. “A UNE está na contramão da história, não faz mais resistência alguma às políticas neoliberais para a educação. É necessária uma reorganização do movimento para que ele volte a ser combativo e presente. O CNE é um espaço onde, a meu ver, isso pode se concretizar”.


Camila Lisboa, estudante de Ciências Sociais da Unicamp, defensora da tese “Outros maios virão”, apontou que o movimento estudantil já há alguns anos desenvolve processos de luta que demonstravam a necessidade de um Congresso como aquele: “Mas essa compreensão do movimento tem que se materializar na nossa forma de organização. Por isso nós achamos que é necessário que se funde aqui uma nova entidade. Na ANEL, estariam organizados grêmios, centros/diretórios acadêmicos, diretórios centrais de estudantes, executivas de cursos etc., tendo um funcionamento muito mais democrático do que hoje nos impõe a diretoria majoritária da UNE”, explicou.


De acordo com a estudante, embora a tese defenda a ruptura com a UNE, não serão afastados da ANEL setores combativos que ainda participam da entidade hoje governista: “A gente quer construir uma nova entidade no CNE e massificar essa construção em cada luta do movimento, estabelecendo diálogo com setores que ainda se iludem participando da UNE. Não queremos fechar as portas para setores lutadores importantes. A ANEL é uma alternativa, não uma condição”, reforçou.


Por que “livre”?


A ANEL foi criada como uma entidade que venha organizar e fortalecer as lutas do Movimento Estudantil sem a dependência política ou financeira ao Governo Federal e a partidos políticos. Sua intenção é aglutinar os mais amplos setores de lutadores e lutadoras do movimento estudantil de todo o país de forma democrática e unificada.


Leia a tese OUTROS MAIOS VIRÃO e entenda mais profundamente a proposta da ANEL:

http://www.congressodeestudantes.org.br/conteudo/Outros_Maios_Virao.pdf




domingo, 12 de abril de 2009

Por um novo movimento estudantil

Faça parte dessa história!



Nas ruas, nas praças, quem disse que sumiu?

O movimento estudantil brasileiro, por diversas vezes, provou ser protagonista de muitas mobilizações sociais que mudaram a história do nosso país. Seja se enfrentando contra projetos e políticas que iam de encontro aos interesses da população brasileira, seja gritando nas ruas o seu projeto de sociedade.
Episódios como o enfrentamento contra o Acordo MEC-USAID, reforma educacional proposta pelo governo norte-americano durante o período ditatorial no Brasil; ou a Campanha do Petróleo é Nosso, lutando pela soberania nacional em conjunto com os trabalhadores; ou, ainda, episódios mais recentes, como o Fora Collor, ainda estão marcados na memória do povo brasileiro.Desde então, fazia muito tempo que o movimento estudantil e sua luta não eram capa dos principais jornais e noticiários de TV. Mas essa realidade mudou. Após 51 dias de luta incessante contra o projeto de José Serra, governador do Estado de São Paulo, os estudantes da USP voltaram a estampar todos os jornais e revistas. Com uma ocupação de reitoria, os estudantes da USP não só derrotaram os decretos do governador, como também espalharam por todo o país um método de luta que iria pôr em cheque o REUNI, projeto carro-chefe do governo Lula para a educação, fazer ressurgir com força o movimento estudantil em diversas universidades privadas e colocar pra fora reitores corruptos.
Em 2008, uma crise econômica mundial que surgiu nos EUA, centro do capitalismo mundial, começa a mostrar seus efeitos devastadores no Brasil. Nesse momento, milhares e milhares de trabalhadores perderam, de uma hora para outra, seus empregos. Outros milhares estão sujeitos a perder seus direitos historicamente conquistados e a reduzir seus salários.
O governo Lula, anunciou que o turbilhão da crise econômica ia chegar aqui apenas como uma marolinha. Não é o que parece. Infelizmente, até esse momento, o governo Lula priorizou medidas que vão em socorro daqueles que são os verdadeiros culpados por essa crise. Por isso, já destinou cerca de R$ 160 bi para os banqueiros e, até agora, nenhuma medida para os trabalhadores nesse mar de insegurança. Para salvar banqueiros e grandes empresários, o governo vai tentar jogar a crise sobre as costas dos trabalhadores e da juventude. É preciso organizar a resistência para enfrentar novos e mais duros ataques nesse momento. Com esse objetivo, estudantes de todo o país já começam a se organizar para construir um grande Congresso Nacional dos Estudantes, que possa atrair estudantes de todo o país e unificar as lutas do movimento estudantil. É hora de voltar a fazer história, a exemplo de tantos outros estudantes lutadores que não baixaram a cabeça frente aos ataques dos governos e dos empresários e banqueiros capitalistas. Venha conosco construir essa alternativa!

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

Realidade e ideologia

Um espectro insiste em rondar o mundo
Por Eduardo Sabino
Um ser humano com aspirações socialistas na universidade contemporânea, sob os olhares da maioria de seus pares, sejam eles colegas ou educadores, não passa de um ingênuo sonhador. Parece aceitável no mundo atual a ideia de que o comunismo e outras formas de organizações não capitalistas foram sepultadas junto com a União Soviética, e qualquer palavra a respeito soa fora da realidade, bem próximo do ridículo para os ouvidos acostumados com as recomendações de sempre. “O sistema está dado, isto é o real, o resto é ideologia”, ouvi certa vez da boca de um educador.

O filósofo Slavoj Zizek nos alerta sobre as mudanças na conotação do termo ideologia. Para ele, trata-se da matriz geradora que regula a relação entre o visível e o invisível. Se antes era definida por alguns filósofos como um mascaramento da realidade para a imposição das ideias da classe dominante, agora a ideologia está nos pilares da realidade. “A superfície está vinculada com aquilo que é mais profundo que a própria profundeza, mais real que a própria realidade”, afirma Zizek.

Por isso, antes de nos perguntarmos se uma visão de mundo é irreal ou inconcebível, como universitários e responsáveis pela sociedade de amanhã, devemos nos perguntar se “realmente” estudamos para solucionar os problemas do mundo. Afinal de contas, o mundo real será sempre este, em que se deve aprender uma profissão, conquistar um lugar no mercado e fechar os vidros no trânsito? Muitos preferem deitar as sobras do nosso mundo perfeito no travesseiro, sem remorsos, quando recordam uma esmola feita, uma oração repetida, ou outra coisa que traga a ilusão de conforto.

Poucas palavras bastam, porém, para o desmanche da tranquilidade. Por exemplo, “o fim está próximo”. Essa frase ganhou uma dimensão mais real quando saiu da boca dos profetas e foi parar nas palestras dos cientistas. Contudo, para nós, acostumados com a lógica capitalista (todos os somos), é mais fácil aceitar o fim do mundo do que uma mudança muito mais modesta no modo de produção.

Afinal, a roda do consumo, a mesma que nós universitários aprendemos a fazer girar (cada qual em sua função) segue em ritmo acelerado. Os recursos naturais se esgotam, o abismo entre ricos e pobres se torna intransponível, o dinheiro invisível, aquele aplicado na expectativa da valorização, torna-se uma bola de neve. Os bancos engordam, as favelas também. Mas os utópicos são os socialistas. Para o bom empreendedor, meia oportunidade basta.

Há quem se volte contra o capital financeiro, dizendo que os bancos tornam as empresas reféns. A ingenuidade teórica de pseudointelectuais de mercado, leva-os a esquecer que o capital financeiro derivou-se do capital industrial e que a relação entre os dois é também de benefício mútuo. Com os atuais custos para entrar na roda da mais-valia, o capital que rende juros volta-se para o meio de produção. Sem o financiamento, as pequenas e médias empresas, que se colocam como vítimas do capital financeiro, nem sequer existiriam no mercado.

Para tapar os seus buracos, o capital soube fazer de cada palavra marxista uma blasfêmia. Acompanhamos, nas últimas décadas, particularmente na América Latina, a incompetência dos governos neoliberais em lidar com problemas seculares, como a desigualdade, e, no geral, com o subdesenvolvimento. Em oposição à realidade, as aulas sobre a gestão do capital, à luz da concepção de mundo neoliberal, continuam a fazer discípulos admirados.

O horror à possibilidade do socialismo, em contraposição à assimilação das dores (reais) do atual sistema, deve-se a muitos fatores. São várias as ideologias que garantem o bom funcionamento das coisas e o conformismo de nossos jovens. Em meio aos argumentos, há razões históricas, talvez. Uma delas defende que “o socialismo real, quando levado a cabo, revelou-se um sistema ditatorial”.

Vejamos, em linhas gerais, o que se chamou de socialismo. Um sistema de estatização da economia sem supressão do modo de produção capitalista. Os burgueses não exploravam mais o trabalhador, mas o Estado, este abusava. Seguiu-se nos países supostamente socialistas uma modernização industrial nos moldes da modernização burguesa ocidental. Por alguns motivos básicos, os trabalhadores soviéticos foram mais explorados que os das fábricas inglesas: não havia como explorar colônias, como o fez a Inglaterra nem pedir empréstimos a outros países. A mais-valia do trabalhador era o único alimento da máquina do Estado. O sistema de troca de mercadorias foi apenas estatizado, não superado. Recortou-se da teoria marxista a luta de classes. O sistema de trocas, o fetiche da mercadoria, permaneceram intactos. Manteve-se a ideologia protestante do capitalismo, como o valor do trabalho como coisa natural ao homem e com fim em si mesma. Enquanto muitos marxistas apoiavam as iniciativas do Estado Comunista, Marx revirava-se no túmulo.

Outra fonte de horror ao universo socialista: a postura da atual esquerda, particularmente na América Latina. O sistema aprendeu com as crises, renovou a linguagem. O operário tornou-se colaborador, o capitalista, um empreendedor. Mas a esquerda fala de operários, ataca os burgueses e, ao retomar o discurso do século XIX, parece falar de uma coisa morta. Da mesma forma que houve o fetichismo da mercadoria, pelo capital, houve o fetichismo das classes. Nesse ponto, arrisca-se: o inimigo é o capital, não o capitalista. As figuras humanas, mesmo impondo-se contra outras de condição oposta, apenas representam o que foram condicionadas a fazer pelo sistema, o que não raro alguém advindo de realidade distinta faria em seu lugar. Devem ser combatidas as estruturas do sistema, responsáveis pela criação de um modo de vida voltado para o trabalho, a mais-valia, o consumo. E combater, no contexto universitário, em primeira instância, significa discutir.

A universidade, como o próprio nome indica, não pode ser reduzida ao ensino de técnicas de mercado. É óbvio, somos formados para conquistarmos, com esforço, um lugar no mercado. Mas isso não pode impedir o universitário de enxergar além das condições que lhe são impostas.

Um dos chavões da discussão humanística nos centros de ensino: a sustentabilidade. As pioneiras dessa transformação, desse “capitalismo mais humano”, ironicamente, são as empresas. Elas supostamente buscam soluções para reduzir o consumo e garantir um mundo digno para as próximas gerações. Os dados apontam um colapso do meio embiente, mas, no mundo da imagem, por meio de supostas ações sustentáveis, os vilões se tornam heróis. As mineradoras combatem a devastação do meio ambiente, as hidrelétricas incentivam o crescimento de comunidades, os bancos são oportunidades para a realização de sonhos. E os idealistas, são os socialistas?

O fato é que, enquanto acontece o suposto realinhamento do meio de produção para “explorações mais humanas”, continuam a ser oferecidas milhares de mercadorias. A palavra de ordem da pós-modernidade é a inovação. Ninguém quer ser visto com o lixo. O toque monofônico do celular de um consumidor desprecavido, no pátio da universidade, é motivo de riso.

A sensação de perda, a promessa de intensidade da publicidade, no lugar da promessa religiosa da eternidade, é o espírito de um sistema que precisa produzir sem parar. Por isso, a novidade de hoje é o lixo de amanhã. O lixo, aliás, é o principal indício do bom funcionamento de nosso sistema. A empresa mais estável do mundo, aponta o filósofo polonês Zygmunt Bauman, é a indústria do lixo.

A verdade é que não importa quantos sociólogos, ambientalistas ou filósofos mencionem a palavra catástrofe para se referirem ao ponto do qual nos aproximamos. O mundo será como tal enquanto as ideias estiverem trancafiadas em prateleiras de bibliotecas.

O grande desafio do universitário no mundo contemporâneo é enxergar para além do que lhe é ensinado. Aos que encontrarem uma fresta, vale cobrar para que ela se torne uma janela, por meio de discussões amplas e pesquisas. Especializemos sim, mas tenhamos uma visão crítica em relação ao todo.

Sem ingenuidades: não esperemos mudar o mundo de uma hora para outra. É o próprio capitalismo que esgota recursos e caminha, por conta própria, para o fim. Como uma serpente que começa alimentando dos fracos e, um dia, não terá outra opção, senão comer o próprio rabo. Levantemos do túmulo as vivas palavras de Marx:

"Uma formação social nunca se desfaz antes de estarem desenvolvidas todas as forças produtivas para as quais ela está pronta e novas relações de produção mais elevadas nunca se impõem antes de estarem crescidas no seio da sociedade antiga as condições de existência materiais dessas relações. Por isso, a humanidade sempre se propõe apenas aquelas tarefas que pode resolver, pois a observação exata sempre revela que a própria tarefa nasce onde já existe as condições materias de sua solução, ou onde estas pelo menos já estão em desenvolvimento".

O colapso da sociedade do consumo se aponta no horizonte. Os neoliberais estavam certos: a globalização construiu um novo mundo. Mais desumano. Há de chegar a hora em que a sociedade terá que escolher entre o fim da civilização e a suposta ideologia de um sistema igualitário.

Não se sabe como uma nova sociedade irá nascer. Decerto, o manual de funcionamento das bolsas de valores não o dirá. Nem o código de ética de uma multinacional. Nós, estudantes, devemos arriscar uma solução sem medo de sermos chamados de loucos: a adaptação do pensamento marxista para nossos tempos. A verdadeira utopia – no sentido mais irônico do termo, definido pelo Dicionário Houaiss como “ideia generosa, porém impraticável” – é a esperança de um mundo melhor sem a superação do sistema capitalista.


Eduardo Sabino é escritor, redator e compositor. Cursa o sétimo período de Comunicação Social no Centro Universitário Newton Paiva, onde é diretor colegiado do DA Ação Integrada, de Comunicação Social. No segundo semestre deste ano, lançará o livro de contos “Ideias noturnas sobre a grandeza dos dias” pela editora Novo Século. Contato: eduardosabino10@yahoo.com.br.

quinta-feira, 13 de novembro de 2008

“SPC” PARA ESTUDANTES! Como se já não bastasse...

Imagem: Confederação Nacional dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Ensino.

A iniciativa de tentar tornar o acesso à educação privada um pouco mais excludente foi da Confederação Nacional dos Estabelecimentos de Ensino (CONFENEN), que lançará o Cadastro de Informações dos Estudantes Brasileiros (CINEB), um sistema de consulta de crédito no qual constará nome dos pais e alunos inadimplentes e poderá ser acessado por todas as instituições de ensino privadas do país.

Aproximadamente 700 estabelecimentos de educação já aderiram ao projeto. Para participar, é preciso que a escola ou faculdade se cadastre e pague uma mensalidade que varia de acordo com o pacote de informações solicitadas. Ou seja, vende-se exclusão.

Segundo Fernando Vidal Ferreira, presidente da Check-Check – empresa que desenvolveu o sistema – a escola particular é uma empresa como qualquer outra e por isso a questão da inadimplência precisa ser combatida. A justificativa dada pelo CONFENEN é de que o sistema servirá para proteger as Instituições de Ensino dos alunos e pais “caloteiros”.

Que órgão nos protegerá dos preços abusivos das mensalidades regidos pela ganância dos “tubarões da educação”? Quem nos defenderá dos empresários que tratam o ensino como mais um produto na prateleira a ser mercantilizado desprezando-se a qualidade da educação e seu acesso às classes pobres?

Para o diretor-executivo do PROCON, Roberto Pfeifer, a prática do cadastro de inadimplentes é abusiva porque não se pode tratar a educação como uma mercadoria qualquer. “Ter acesso a educação é algo diferente de você comprar uma roupa no shopping”, disse Roberto.

EDUCAÇÃO NÃO É MERCADORIA! INADIMPLÊNCIA NÃO É CRIME!

sexta-feira, 7 de novembro de 2008

NOSSO MOVIMENTO ESTUDANTIL NÃO É PALANQUE ELEITORAL!

Todo DCE (Diretório Central dos Estudantes) deve ser a entidade máxima de representação dos interesses dos alunos dentro de uma instituição de ensino superior; seja ela universidade, faculdade ou centro universitário. Sua atuação deve ser definida e fiscalizada pela comunidade estudantil, pois suas principais áreas de atuação dizem respeito aos interesses dos estudantes perante a administração da instituição superior e às questões de política educacional, política regional e de política nacional.


Mais do que isso, todo DCE deve servir para organizar, fortalecer e possibilitar, através de sua capacidade de mobilização coletiva, a emancipação política dos estudantes por ele representados e a potencialização da participação democrática dos alunos em todos os espaços de construção social.

Infelizmente, no Centro Universitário Newton Paiva a realidade é outra. O que vemos aqui é um DCE omisso às necessidades dos alunos. A entidade se mostra indiferente às mudanças administrativas que estão subitamente sendo implementadas na nossa faculdade. E pior: usam a imagem do nosso Movimento Estudantil em atuações de oportunismo eleitoral, como na campanha para Márcio Lacerda (PSB) — prefeito eleito de Belo Horizonte.

No programa televisivo eleitoral do prefeito Márcio Lacerda que foi exibido no dia 13 de outubro de 2008, um representante do DCE da Newton Paiva apareceu lendo um documento supostamente assinado pelo Movimento Estudantil da nossa faculdade e por outras organizações estudantis de Belo Horizonte, afirmando tratar-se de um manifesto de apoio ao então candidato.
Os membros do DCE não podem agir como se não devessem nenhuma satisfação aos alunos da Newton Paiva, afinal eles representam esses alunos.

Como a diretoria do DCE pode assinar um documento público declarando o apoio do nosso movimento estudantil a um candidato se isso não foi discutido e aprovado pelo conjunto dos alunos que a elegeu?

Isso é oportunismo! É uma ação totalmente inescrupulosa! Ficou claro que nosso DCE não se interessa em defender os interesses dos estudantes e não leva em consideração a vontade do coletivo estudantil em suas ações. A diretoria do nosso DCE deve satisfação aos alunos!


Por que o DCE não estava presente nas discussões que envolviam os problemas que passamos na Newton com as reformas administrativas implementadas na instituição? Onde está o DCE quando precisamos de representantes junto à coordenação da Newton para cobrar respostas aos novos gestores?

Eles não estavam nas assembléias de estudantes, não estavam ao lado do movimento estudantil nas mobilizações pela melhoria dos nossos cursos. Esse DCE despreza e ignora os interesses dos estudantes da nossa instituição. Não tem moral para nos representar.